quinta-feira, 25 de junho de 2026

Ciências e Arte - EE Costa Guedes - Ensino médio e 9º ano

 RECUPERAÇÃO : Não gosto desse termo! Vamos chamar de EVOLUÇÃO

Para a nota de evolução, você deve enviar um trabalho de uma interface entre Física e Arte com a temática de física que você quiser e com a arte que desejar (foto, desenho, filme...) a entrega deve ser até 02/07.

O trabalho pode ser enviado por e-mail em: magnos@prof.educacao.sp.gov.br

identifique-se em "assunto" com SEUNOME_SUASERIETURMA_NUMERO

exemplo: JoaoSampaio_1EM_32.

Envie apenas arquivos em formato pdf. Não envie imagens e links compartilhados!

O trabalho deve relacionar algum tipo de arte ou poética com Física. Veja um exemplo

O muro convida para entrar na aula de biologia: Forma hierarquizada da cadeia alimentar. A figura do rei leão paramentado rivaliza com as condições da casa atrás do muro e o uso do muro como suporte para a aula livre de biologia contrasta com a escola, cercada pelos muros e grades e aulas presas em disciplinas e divididas em áreas de conhecimento. Foto do autor - Rua Diana, altura do nº 144, Perdizes – São Paulo.


Um exemplo de prompt:

"o desenho pokemon teve seu inicio controverso, com o famoso episódio em que suas luzes afetaram certas criancas diante de telas (ano ?). Suspeito que foi após tal "experiência social" que começou-se a avisar "que as luzes podem afetar pessoas sensíveis" (mas quem são sensíveis, há estudo?). Em relação ao proprio desenho, os monstros de bolso já foram avaliados em termos de gênese? Ou seja, se onde eles vieram para o mundo dos humanos? Ou é um universo alternativo? Como eles "evoluem", há alguma mutação genética, no DNA? Alguem ja falou sobre isso? Eles se reproduzem? Suas celulas se regeneram e se reproduzem? Seus poderes possuem algum critério de origem, raça ou seria herança genética dos pais? Minha cara IA só um humano para perguntar essas coisas! Agora vamos ver como você responde"

Veja que bom exemplo de tirinha que você pode usar no trabalho:

Essa tirinha foi utilizada em uma prova da Fuvest 2016:

e outra:




 

As Leis de Newton em mangá - Um exemplo de interface entre Física e Arte

 RECUPERAÇÃO : Não gosto desse termo! Vamos chamar de EVOLUÇÃO

Para a nota de evolução, você deve enviar um trabalho de uma interface entre Física e Arte com a temática de física que você quiser e com a arte que desejar (foto, desenho, filme...) a entrega deve ser até 02/07.

O trabalho pode ser enviado por e-mail em: magnos@prof.educacao.sp.gov.br

identifique-se em "assunto" com SEUNOME_SUASERIETURMA_NUMERO

exemplo: JoaoSampaio_1EM_32.

Envie apenas arquivos em formato pdf. Não envie imagens e links compartilhados!

Se você utilizar uma IA para criar a figura, você deve colocar TODO O COMANDO NO TRABALHO!! (qual foi a IA e o prompt completo)

O trabalho deve relacionar algum tipo de arte ou poética com Física. Veja um exemplo


quarta-feira, 24 de junho de 2026

Física e Arte - EE Costa Guedes

 O trabalho pode ser enviado por e-mail em: magnos@prof.educacao.sp.gov.br

identifique-se em "assunto" com SEUNOME_SUASERIETURMA_NUMERO

exemplo: JoaoSampaio_1EM_32.

Envie apenas arquivos em formato pdf. Não envie links compartilhados!

O trabalho deve relacionar algum tipo de arte ou poética com Física. Veja um exemplo

Se você utilizar uma IA para criar a figura, você deve colocar TODO O COMANDO NO TRABALHO!! (qual foi a IA e o prompt)

prompt para o Gemini:

O desenho em anexo faz parte de um projeto de ensinar fisica com recurso de desenhos/quadrinhos estilo mangá. Mantenha em preto e branco, estilo e traço próprio autoral, mas atualize o carro e retoque o fundo (viaduto/pista) e substitua o garoto pelo rosto de Satoro Gojo com a venda preta e a garota por Nesuko Camado, inclusive vestimenta.

Note que a IA inseriu um texto que não comandei, o que exige outro prompt para retirar ou substituir a escrita. Esse tipo de procedimento deve constar no trabalho. 






Arquivo do blog

Einstein, Picasso e a quarta dimensão

No início do século 20, uma revolução ocorreu simultaneamente nas artes e nas ciências físicas. De um lado, Pablo Picasso destruiu a rigidez plástica na pintura, tentando, com o cubismo, expandir as possibilidades de representação de imagens tridimensionais em telas bidimensionais. Aproximadamente na mesma época, Albert Einstein destruiu a rigidez da concepção newtoniana de espaço e tempo, mostrando que medidas de distância e de tempo não são absolutas, independentes do estado de movimento de quem as faz, mas, sim, dependentes do movimento relativo entre observadores. Dada a proximidade nas datas (o quadro de Picasso "Les Demoiselles D'Avignon" é de 1907, e a teoria da relatividade especial de Einstein é de 1905), é natural se conjecturar que houve uma influência da física nas artes.Em recente livro, "Einstein, Picasso: Espaço, Tempo e a Beleza que Causa Confusão", Arthur I. Miller revisita esse tema, oferecendo uma explicação muito plausível para a aparente coincidência de datas. Segundo Miller, não houve, na verdade, uma influência direta entre os trabalhos de Einstein e de Picasso; ambos são partes de uma profunda transformação cultural que já ocorria no princípio do século, cujo foco maior de atenção era justamente o questionamento da natureza do espaço e da relação entre a realidade e sua percepção sensorial.Picasso tentou representar a totalidade de uma imagem, vista ao mesmo tempo de vários ângulos diferentes, como se o observador existisse em uma dimensão a mais, a quarta dimensão. Explico: imagine uma bola flutuando no espaço. Vemos a superfície dessa bola que, como toda superfície, tem duas dimensões. Mas nós sabemos que essa superfície é curva e não plana, como, por exemplo, o topo de uma mesa. Por quê? Porque vemos a bola em três dimensões. Sabemos que ela tem também um raio que define a distância entre a superfície da bola e o seu centro. Caso o raio variasse de ponto a ponto, isto é, se a distância entre os pontos na superfície e o centro não fosse fixa, a bola teria uma aspecto distorcido.Imaginemos, então, uma bola distorcida, como a superfície da Lua, repleta de crateras e montanhas, ou uma cabeça. De nossa perspectiva tridimensional, jamais poderemos captar a totalidade da bola: veremos apenas a parte que se encontra voltada para nós, e não a face oculta. Com o cubismo, Picasso tentou representar todos os aspectos de uma superfície, como se pudéssemos ver a frente e as costas de uma pessoa ao mesmo tempo, transformando-nos em observadores de uma quarta dimensão espacial.Já Einstein, em sua teoria da relatividade especial, mostrou que observadores com um movimento relativo entre si, por exemplo, uma pessoa em pé numa calçada e outra passando de carro, obterão resultados diferentes ao medirem distâncias e intervalos de tempo. Se a pessoa em pé na calçada estiver segurando uma régua de um metro na horizontal (medida por ela), a pessoa passando de carro verá essa régua um pouco mais curta. Não percebemos isso, pois esses efeitos só se tornam importantes a velocidades próximas da velocidade da luz, de 300 mil quilômetros por segundo.O oposto ocorre com o tempo: para o observador passando de carro, um relógio na mão da pessoa na calçada bate mais devagar, ou seja, a passagem do tempo dilata. Einstein concluiu que tempo e espaço são manifestações conjuntas da realidade física. Poucos anos mais tarde, ficou claro que a teoria da relatividade trata o tempo como uma dimensão a mais, em pé de igualdade com as três espaciais.Picasso e Einstein foram influenciados pelo matemático francês Henri Poincaré que, no início do século, propôs que a geometria descrevendo a realidade não era única. Picasso, através de seu amigo Maurice Princet, e Einstein, ao ler o livro "Ciência e Hipótese", publicado em alemão em 1904. Para ambos, a função da ciência e da arte é revelar a essência da realidade que se esconde por trás da limitada percepção sensorial. Mesmo que a quarta dimensão de Picasso seja diferente da de Einstein, nossa visão de mundo foi profundamente mudada por ambas.
MARCELO GLEISER da Folha de S.Paulo